sábado, 18 de outubro de 2025

odete roitman

 fãs da novela, fantasias (carnaval)

cultura popular, folclore urbano 

bolão, aposta, futebol, jogo


o final realmente comemorado foi a ressurreição o remake absolutizou o encanto que exerce sobre nós a figura do mal sob a forma de mulher


o mal em nós, o lento amor, que enfrenta resistência, Odete ajuda a reconhecermos o mal dentro de nós 


ficcionalzado, a maldade é perdoada mais facilmente, em mim, no outro :: ritualizar representando-o como um ficção produz-se por meio de uma alegria inerente ao brincar uma melhor relação com o real, porque o mal existe, ele é força viva e presente, o tempo inteiro


o tempo real de bolsonaro é transferido para a luta constante entre o bem e o mal no plano da novela nacional, da grande narrativa ficcionalizada da nação 


se Fátima, Odete e marco Aurélio pisam na zona socialmente perigosa da saciaçao

 imediata dos desejos, representam



https://www.psicologiasdobrasil.com.br/por-que-vilania-desperta-tanto-interesse-no-imaginario-popular/

terça-feira, 12 de agosto de 2025

 


por vezes, o like, a minha possibilidade de curtir algo nas redes, está travada :: e, muitas dessas vezes, flagro ali, nessa vigorosa desunião, a boa e velha má vontade para com o outro; que, não raro, pode-se chamar inveja ::

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ela mesma, monstro de sete cabeças, recriando-se cada vez que nosso contato com o mundo não vale-se do sonho de sermos o que desejamos ser, danosa frustração que só amplia a dor do mundo 

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texto de maio de 25


segunda-feira, 20 de novembro de 2023

temas para "artigos"

+++Milei ganhou na Argentina e preciso trabalhar a estética do povo, o artigo sobre peronismo ativou a ideia 20 nov 23



++++ gil ao cantar o punk da periferia deixa visível sua amorosodade acolhedora, como no rock n raul do caetano :: 17 nov 13

terça-feira, 19 de julho de 2022

armas ou luLa

 qual político, na história, que não defende a construção de bibliotecas, a leitura, os livros, em suma, a educação? ::


só se fosse louco para não fazê-lo ::

não importa a posição no espectro ideológico :: a educação é um elemento básico :: assim como o ar, a água, os alimentos :: sequer se cogita não resguardá-la ou protegê -la ::

se um político é frontalmente contra a educação, esse político provavelmente se encontra fora do âmbito da humanização, para não dizer da própria humanidade ::

nada do que esse político faz - e estou falando de bolsonaro, evidentemente - será pela geração do bem comum ::

bolsonaro repercute o discurso militarista da morte :: em sua vontade assassina, acha que o povo não vai gostar se lula construir bibliotecas no lugar de incentivar o uso de armas ::

em sua mente genocida, acredita que o povo em geral quer se transformar numa grande milícia armada para que o bRasil jamais caia nas garras da esquerda ::

como não colocar as mãos na cabeça, em sinal de desespero, e perguntar-se: a que ponto chegamos, afinal? ::

tenho para mim que estamos na vizinhança de uma nova época, tão alvissareira, que o pensamento humano perdeu o prumo ::

poeticamente falando, a aproximação do bem, trazido de certo modo a galope pelo iluminismo europeu, inevitavelmente gera a proximidade da zona de sombras :: coisas malignas começam a acontecer ::

acho que apenas essa visão, conceitualmente falando, resolve o enigma da encruzilhada em que o país se encontra, uma demorada e potente lição criativa perpetrada pela briga entre o bem e o mal ::


domingo, 12 de junho de 2022

Livro

 o boi amável é um dos grandes símbolos do sentido humano da existência :: quer


dizer respeito, responsabilidade, amor, carinho, fartura, abastança, trabalho,

dignidade :: todos somos o colar desse boi, que se sacode em mil brincadeiras ::

a cada natal ou ano novo, o carisma se repete :: quer dizer que somos ua sanha laboriosa,

bovina, de sabor salgado, às vezes amargo, mas na profundidade muito, muito doce ::

o ser humano conhece o íntimo de sua alma, a sacralidade de sua alma, quando,

da mesma forma que o boi, entrega-se ao sentido da saga contínua de, com arte,

bordejar, enquanto trabalha :: amar, enquanto fia, enquanto ara a terra :: no rito anual de renovação dos votos de esperança,

a visão do boi me enternece :: o boi colorido ou coroado :: o que é o drama do boi? ::

é não perder a visão do horizonte infinito enquanto, sem fim, trabalha :: trabalho

e mais trabalho :: todas as guirlandas com que enfeitamos o cotidiano compensam

a judiaria, os desatinos, o pouco sábio pensamento resultante, como um desvio, desse destino

de certo modo implacável  ::  se perdemos o fio da ilusão, se não encontramos

força nos ritos de trocar presentes ou adornar uma celebração, como metáfora

para o sabor especial que deve ter a vida, os costumes se apodrecem, os vieses

se acentuam :: dezenas de vezes devemos saudar o mito do boi, mesmo que seja

através de um consumismo desenfreado, das festas de final de ano, conforme costumam

criticar alguns setores de razão intelectualista :: não importa :: eu tomo guaraná

em nome do boi :: eu como pastel em nome do boi :: eu desempenho todas as atividades

mornas ou aparentemente desprovidas de paixão, entusiasmo ou novidade, em nome

do boi :: esse boi manso que mantém a calma de sermos em sociedade, uma humanidade

inteira, cada vez mais complexa :: eu visto todas as gravatas do conformismo,

e todas as toucas de papai noel, em nome do boi, porque conheço as rivalidades

imprevisíveis e tenebrosas das formas brutas de nosso ser ::









sexta-feira, 1 de outubro de 2021

minha total solidariedade, evidentemente, ao senador fabiano contarato :: o episódio envolvendo o odioso bolsonarista fakhoury remeteu-me ao fator lamentável do crescimento do que está sendo chamado de "masculinismo" :: homens viris que, em nome da sacralização desta virilidade, desenvolvem uma corrente de ideias e atitudes contra o feminino :: fakhoury, um boçal que milita junto à bolsonarista implantação do hoŕror em nosso país, parece se alinhar com essa mitologia infeliz cujo crescimento há alguns anos vem sendo detectado na internet ::

claro que não se trata de um comportamento novo :: lembro-me de, décadas atrás, presenciar rapazes flertando com a misoginia, sem, no entanto, encontrarem eco para aquelas divagações :: hoje em dia, a internet acomoda tudo, mesmo todo e qualquer resíduo tóxico que o ser humano é capaz de produzir como fruto da angústia de estar vivo :: a presidÊncia da república do bRAsil, ou dos estados unidos, é que não imaginávamos que esses mitos seriam capazes de atingir :: 

a verdade talvez seja que a rede mundial de computadores está sendo capaz de produzir um novo mundo absolutamente completo, ou seja, portando tanto o bem como o mal, em sua bandeira como revelação maior de um futuro que já chegou, e que chegou um tanto abruptamente, na trilha do whatsapp e do facebook ::


https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-02-07/incels-machos-atras-de-mulher-a-incontrolavel-ascensao-dos-ninhos-de-machismo-na-internet.html

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

As escravidões e o espírito olímpico

Nunca foi fácil ser brasileiro ou latino-americano. É muita pobreza concentrada nessa região do planeta, historicamente saqueada pelo imperialismo estrangeiro. 

Gosto de pensar, no entanto, que algo melhor - na verdade, muito melhor - nos espera, porque já somos uma espécie de reserva espiritual para a humanidade, um espelho a que outras etnias poderão se mirar, por estarmos construindo, ao longo de todo esse processo que já dura mais de 500 anos, uma civilização imensamente baseada na dor.

Tamanha esperança amorosamente me ocorre na medida em que visito por meio de leituras e devaneios a profundidade de significados envolvidos na realização de mais uma edição dos jogos olímpicos.

Há poucas coisas mais ritualísticas, na vida das nações contemporâneas, do que a Copa do Mundo e, evidentemente, as Olimpíadas. Ritualizar, sob certo sentido, é abrir horizontes. Onde tudo parece ser dificílimo, sem solução aparente, a revelação trazida das zonas inconscientes da alma coletiva, pelo ritual, acolhe, acalma, dá carinho.

É quando ritualizamos que vemos novamente com clareza o que somos: humanos, amorosos, repetidamente andando em busca da paz.

A lembrança desse sentido  profundo de humanidade vence qualquer agrura, qualquer guerra, qualquer percalço. Sem isso, situações espinhosas, como atualmente a pandemia e o avanço neofascismo, exerceriam sobre nós um domínio destrutivo extremamente danoso.

Quando assisto a qualquer um dos jogos olímpicos, logo penso numa favela, das tantas que existem em qualquer grande cidade da América Latina.

O super atleta, desses que conquistam o ouro, de qualquer parte do mundo, recusa o viés confortável da existência.  Seu nome é simplesmente superação. De sua determinação brotará uma façanha semelhante à que precisamos desempenhar no jogo pela sobrevivência em um país como o Brasil.

Estar na fila do SUS, e saber que o problema da saúde pública no Brasil pode levar anos ou décadas para melhorar só um pouquinho, afirma esse tipo de desafio.

Crescer na condição de menino de rua, sonhando com vida boa, mas precisando enfrentar um sistema educacional pobre em oportunidades, idem.

As Olimpíadas, realizadas a cada quatro anos, reafirmam o poder ancestral do super humano, como recurso para nos imaginarmos maiores do que somos.

Em casos de desafios supremos, como a América Latina, e o Brasil, a força dessa imaginação vai ter um espécie de reforço fundamental vindo de todo o medo que sentimos em conjunto, na gana ansiosa de, diariamente, vencermos na vida.

A bem da verdade, nosso coração coletivo é um dínamo que torna nossa força igual à de semideuses, se sentimos sua presença.

Por isso é fundamental crer em um olimpo sagrado brasileiro, de onde emana a inspiração para nossos melhores vitoriosos, em qualquer uma das diversas áreas de atuação que compõem as sociedades contemporâneas, sempre altamente complexas.

No caso do esporte, os reinados que vêm sendo entregues a nossos medalhistas em Tóquio são potência pura para que todos nos inspiremos em suas glórias. Nomes como Rayssa Leal, Rebeca Andrade, Ítalo Ferreira, entre vários outros. 

As coroações, como essas dos atletas olímpicos, ativam o assim chamado passado permanente, como nas celebrações do folclore brasileiro, onde até hoje descendentes de escravos reservam para si pelos menos por alguns dias por ano um lugar de rei na sociedade em que vivem.

O gozo dessa potência popular, muito comum no carnaval, quando a sociedade desmancha sua hierarquia e todos podem ser livres, medeia o maior de todos os heroísmos, que permite a vida boa mas comprometida com o próximo, apesar de se saber da trágica condição humana apoiada na eternidade do sofrimento causado pela sensação moral do convívio humano, ou seja, a noção de que temos que ser solidários com o outro.

Originalmente, as Olimpíadas detêm essa sagacidade, pois sua função na Grécia era justamente afastar o fantasma da guerra e da desagregação social.

Por isso o envolvimento da população mundial hoje em dia com os jogos olímpicos é tão importante. No Brasil de Bolsonaro, mais ainda.

Horrível é viver sem motivações. Acredito em pensar positivo. Acredito em um Brasil da festa e do esporte, com danças e dribles, brincadeiras e malabarismos, euforias e evoluções que nos expressam, por traduzirem nossa capacidade de alegria, tão mais desenvolvida quanto maior a dilaceração causada pela dor de sermos essa região, a mais sofrida do mundo.



Marcus Minuzzi

Jornalista, doutor em Ciências da Comunicação


odete roitman

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